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O camponesinho
Grimm Märchen

O camponesinho - Contos de fadas dos Irmãos Grimm

Tempo de leitura para crianças: 13 min

Existiu, uma vez, uma aldeia cujos aldeões eram todos ricos, exceto um a quem chamavam o camponesinho. O pobre não possuía de seu nem sequer uma vaca e muito menos dinheiro para comprá-la, embora ele e a mulher a desejassem muito. Certo dia, disse ele à sua mulher:

– Escuta, tenho uma boa ideia: nosso compadre o marceneiro, poderia fazer um bezerrinho de madeira e envernizá-lo de marrom, de maneira que ficasse parecido com os outros; com o tempo ele cresceria e se tornaria uma vaca. A mulher, também, achou a ideai excelente e o compadre marceneiro desbastou e aplainou o bezerro, envernizou-o como devia; fê-lo mexer a cabeça como se estivesse comendo. No dia seguinte, à hora de levar o gado a pastar, o camponesinho chamou o pastor e lhe disse:

– Escuta aqui, eu tenho um bezerrinho, mas é ainda muito pequenino e precisa ser carregado nos braços. – Está bem! – disse o pastor. Pegou o bezerrinho, carregou-o nos braços e deixou-o sobre a grama. O bezerrinho ficou lá parado o tempo todo, como um dois de paus e parecia estar comendo sem parar; o pastor então disse:

– Esse aí crescerá depressa! Veja só como come! À tarde, na hora de reconduzir a manada de volta, o pastor disse ao bezerro:

– Já que pudeste ficar aqui enchendo o papo, acho que podes também andar com tuas pernas; eu não tenho vontade alguma de carregar-te nos braços até casa. O camponesinho estava na porta, esperando o bezerrinho, vendo o pastor reconduzindo o gado sem o bezerrinho, perguntou onde o havia deixado. O pastor respondeu. – Está ainda lá comendo; não quis deixar de comer para vir comigo. O camponesinho então disse:

– Qual o que, eu quero o meu bezerrinho de volta. Foram juntos ao pasto, mas alguém havia roubado o bezerrinho. Com certeza se perdeu por aí, – disse o pastor. Não engulo isso! – respondeu o camponesinho. E levou o pastor perante o Alcaide; este condenou-o pela sua negligência e obrigou-o a dar uma vaca ao camponesinho em troca do bezerro perdido. Finalmente, o camponesinho e sua mulher possuíam e tão desejada vaca; regozijaram-se de todo o coração mas, como não tinham forragem e não podiam alimentá-la tiveram de matá-la. A carne foi salgada e guardada e o camponesinho levou o couro para vender na cidade; com o produto da venda queria comprar outro bezerro. Andou, andou, andou e foi dar a um moinho e lá encontrou um corvo caído, com as asas partidas; ficou com dó dele, apanhou-o e embrulhou-o bem no couro. Mas o tempo estava tão ameaçador, com forte vento e tempestade, que ele não teve coragem de prosseguir e voltou ao moinho pedindo pouso para aquela noite. A moleira estava sozinha em casa e disse ao camponesinho:

– Deita-te aí na palha, – depois, deu-lhe uma fatia de pão com queijo. Depois de comer pão com queijo, o camponesinho deitou-se com a pele de vaca ao lado e a moleira pensou:

– Esse aí está cansado e dorme tranquilamente. Nisso chegou o carvoeiro, que foi muito bem acolhido pela moleira. – Meu marido não está, – disse ela; – hoje quero tratar-me bem. O camponesinho fez-se todo ouvidos e, ouvindo falar em bom tratamento, zangou-se por o tratarem simplesmente a pão e queijo. Aí a mulher pôs a mesa e trouxe o melhor que podia: assado, salada, broa e vinho. Tinham apenas sentado à mesa, quando bateram à porta. A mulher exclamou:

– Ah, meu Deus! é meu marido! Correu a esconder muito depressa o assado dentro do forno, o vinho debaixo do travesseiro, a salada dentro da cama, a broa debaixo da cama e o carvoeiro dentro do armário na sala. Depois abriu a porta ao marido, dizendo:

– Graças a Deus que já voltaste! Com um furacão desses, até parece que o mundo vai desabar! O moleiro viu o camponesinho deitado na palha e perguntou:

– Que está fazendo esse fulano aí? – Oh, – disse a mulher, – o pobre diabo apareceu aqui em meio dessa tempestade e pediu abrigo; então dei-lhe uma fatia de pão com queijo e mandei que se deitasse aí na palha. – Não tenho nada contra isso; mas traze depressa algo para comer que estou com muita fome; – disse o homem. A mulher respondeu:

– Não tenho nada a não ser pão e queijo. – Contento-me com qualquer coisa, – disse o homem; – que seja pão e queijo então. Olhou para o camponesinho e gritou:

– O tu, vem fazer-me companhia! O camponesinho não esperou que o dissesse duas vezes; levantou-se e foi comer com ele. Vendo o couro da vaca no chão, no qual estava embrulhado o corvo, perguntou:

– Que tens aí? – Aí dentro tenho um adivinho, – respondeu o camponês. – E pode adivinhar também para mim? – perguntou o moleiro. – Por quê não? – disse o camponesinho. – Só que ele diz apenas quatro coisas, a quinta guarda-a para si. O moleiro, cheio de curiosidade, disse:

– Manda que adivinhe. O camponesinho, então, apertou a cabeço do corvo que grasnou: Crr, crr. – Que disse ele? – perguntou o moleiro. O camponesinho respondeu:

– Primeiro: disse que há vinho debaixo do travesseiro. – Deve ser coisa do Capeta! – exclamou o moleiro; foi ver e achou o vinho. – Continue, – disse ao camponesinho. O camponesinho apertou segunda vez a cabeça do corvo e ele grasnou: Crr, crr. – Segundo: disse que há um assado dentro do forno. – Deve ser coisa do Capeta! – exclamou o moleiro; foi ver e achou a salada. O camponesinho apertou outra vez a cabeça do corvo, estimulando-o a vaticinar e disse:

– Terceiro: disse que há salada dentro da cama. – Deve ser coisa do Capeta! – exclamou o moleiro; foi ver e achou a salada. Por fim, o camponesinho apertou mais uma vez a cabeça do corvo fazendo-o resmungar. – Quarto: disse que há broa debaixo da cama. Os dois, então, sentaram-se à mesa para comer. A moleira, que estava suando frio, pegou todas as chaves e foi para a cama. O moleiro estava curioso por saber também a quinta coisa, mas o camponesinho disse:

– Antes, porém, vamos comer as quatro primeiras coisas, pois a quinta é um caso complicado. Depois de comer, negociaram entro si a fim de saber quanto o moleiro devia pagar pela quinta adivinhação, e combinaram que pagaria trezentas moedas. Aí o camponesinho apertou com força a cabeça do corvo, fazendo-o berrar. O moleiro perguntou:

– Que disse ele? O camponesinho respondeu:

– Disse que dentro do armário da sala, está escondido o diabo. O moleiro, então, exclamou:

– O diabo tem de ir-se embora daqui. A mulher teve de entregar-lhe a chave; ele abriu a porta e o carvoreiro fugiu o mais depressa possível. Então, o moleiro disse:

– Eu vi com meus próprios olhos aquele tipo todo negro; era tudo certo. Na manhã seguinte, era ainda escuro quando o camponesinho tratou de escapulir do minho com as trezentas moedas. Na aldeia, pouco a pouco, o camponesinho foi melhorando de vida; construiu uma bela casinha e os aldeões, intrigados, diziam:

– Com certeza ele esteve onde cai neve de ouro, onde as moedas são recolhidas com a pá dentro de casa. Então, foi intimado a comparecer perante o Juiz para dizer de onde lhe vinha toda a riqueza. Ele disse:

– Vendi na cidade o couro da minha vaca por trezentas moedas. Ao ouvir isso, os aldeões quiseram, também beneficiar-se com tal lucro; correram para casa, mataram e esfolaram todas as vacas a fim de vender os couros na cidade com aquele lucro. O Juiz, porém, disse:

– Em primeiro lugar, irá a minha criada. Quando ela foi à cidade para vender o couro ao negociante, não obteve mais do que três moedas e, quando foram os outros, o negociante pagou-lhes ainda menos, dizendo:

– Que vou fazer com todo esse couro? Diante disso, os aldeões ficaram furiosos porque o camponesinho os havia logrado e, para vingar-se dele, denunciaram-no ao Juiz como trapaceiro. O inocente camponesinho foi condenado à morte por unanimidade, devendo ser jogado na água dentro de um barril furado. Aí levaram-no para fora e arranjaram-lhe um padre para que lhe rezasse o ofício dos mortos. Os outros todos tiveram de afastar-se, e quando o camponesinho viu o padre disse-lhe: Vós tendes de praticar uma boa obra e salvar-me agora do barril. Justamente, nesse momento, passava por perto o pastor com um rebanho de ovelhas; o camponesinho, sabendo que de há muito ele sonhava em tornar-se Juiz, gritou com toda a força:

– Não, não; isso eu não faço! Mesmo que todo mundo o exigisse, não quero fazer. Ouvindo-o, o pastor aproximou-se e perguntou-lhe:

– Que tens? O que é que não queres fazer? O camponesinho respondeu:

– Querem fazer-me Juiz se entrar naquele barril, mas eu não quero ser Juiz. O pastor então disse:

– É só isso? Para me tornar Juiz entrarei já no barril. O camponesinho disse:

– Se entrares, ficarás logo Juiz. O pastor não hesitou, entrou dentro do barril e, bem rapidamente, o camponesinho pregou a tampa; depois foi- se embora conduzindo o rebanho. O padre foi à municipalidade e disse que já havia terminado o ofício fúnebre. Os conselheiros pegaram e rolaram o barril dentro do rio. Quando o barril estava rolando, o pastor ainda gritou:

– Estou bem satisfeito de tornar-me Juiz. Os outros, pensando que fosse o camponesinho, disseram:

– Assim o cremos nós também, mas antes dá uma espiadinha lá embaixo. E jogaram o barril dentro do rio. Depois os aldeões voltaram para casa e, ao chegarem à aldeia, viram o camponesinho conduzindo tranquilamente o rebando de ovelhas, muito satisfeito. Os aldeões, admirados, disseram:

– De onde vens, camponesinho? Vens do fundo do rio? – Naturalmente, – respondeu ele; – eu desci bem, bem, bem no fundo, com um pontapé desmantelei o barril e escapuli; havia lá prados belíssimos com muitas ovelhas pastando; então, trouxe este rebanho comigo. Os aldeões perguntaram:

– Há ainda muitos rebanhos lá? – Oh, sim, – respondeu o camponesinho, – mais do que o necessário. Então, os aldeões combinaram ir todos buscar ovelhas, um rebanho para cada um. Mas o Juiz disse:

– Eu vou primeiro. Foram todos juntos até ao rio; no céu azul passeavam aquelas nuvenzinhas que, justamente, são chamadas carneirinhos, as quais se refletiam na água, e os aldeões gritaram:

– Já vemos daqui os carneiros no fundo do rio. O Juiz adiantou-se e disse:

– Eu descerei primeiro para dar uma olhada; se tudo lá estiver bem, vos chamarei. Deu um mergulho e a água fez „plump!.“ Os outros pensaram que ele havia gritado: Bom! e, todos juntos, se precipitaram dentro do rio, empurrando-se e acotovelando-se. Assim a aldeia ficou despovoada e o camponesinho, único herdeiro geral, tornou-se imensamente rico.

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Estatísticas de contos de fadas
Valor
NúmeroKHM 61
Aarne-Thompson-Uther ÍndiceATU Typ 1535
Traduções english deutsch
Índice de legibilidade de acordo com Björnsson31.8
Flesch-Reading-Ease Índice33.3
Flesch–Kincaid Grade-Level11.5
Gunning Fog Índice14.3
Coleman–Liau Índice10.4
SMOG Índice12
Índice de legibilidade automatizado5.4
Número de Caracteres10.317
Número de Letras7.989
Número de Sentenças153
Número de Palavras1.791
Média de Palavras por frase11,71
Palavras com mais de 6 letras359
percentagem de palavras longas20%
Número de Sílabas3.423
Média de Sílabas por palavra1,91
Palavras com três sílabas436
Percentagem de palavras com três sílabas24.3%

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