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O fiel João
Grimm Märchen

O fiel João - Contos de fadas dos Irmãos Grimm

Tempo de leitura para crianças: 22 min

Houve, uma vez, um velho rei que, sentindo-se muito doente, pensou:

„Este será o meu leito de morte!“ – disse, então, aos que o cercavam:

– Chamem o meu fiel João. O fiel João era o seu criado predileto, assim chamado porque, durante toda a vida, fora-lhe extremamente fiel. Portanto, quando se aproximou do leito onde estava o rei, este lhe disse:

– Meu fidelíssimo João, sinto que me estou aproximando do fim; nada me preocupa, a não ser o futuro de meu filho; é um rapaz ainda inexperiente e, se não me prometeres ensinar-lhe tudo e orientá-lo no que deve raber, assim como ser para ele um pai adotivo, não poderei fechar os olhos em paz. – Não o abandonarei nunca, – respondeu o fiel João, – e prometo servi-lo com toda a lealdade, mesmo que isso me custe a vida. – Agora morro contente e em paz, – exclamou o velho rei e acrescentou: – depois da minha morte, deves mostrar-lhe todo o castelo, os aposentos, as salas e os subterrâneos todos, com os tesouros que encerram. Exceto, porém, o último quarto do corredor comprido, onde está escondido o retrato da princesa do Telhado de Ouro; pois, se vir aquele retrato, ficará ardentemente apaixonado por ela, cairá num longo desmaio e, por sua causa, correrá grandes perigos, dos quais eu te peço que o livres e o preserves. Assim que o fiel João acabou de apertar, ainda uma vez, a mão do velho rei, este silenciou, reclinou a cabeça no travesseiro e morreu. O velho rei foi enterrado e, passados alguns dias, o fiel João expôs ao príncipe o que lhe havia prometido pouco antes de sua morte, acrescentando:

– Cumprirei a minha promessa. Ser-te-ei fiel como o fui para com ele, mesmo que isso me custe a vida. Transcorrido o período do luto, o fiel João disse-lhe:

– Já é tempo que tomes conhecimento das riquezas que herdaste; vamos, vou mostrar-te o castelo de teu pai. Conduziu-o por toda parte, de cima até em baixo, mostrando-lhe os aposentos com o imenso tesouro, evitando porém uma determinada porta: a do quarto onde se achava o retrato perigoso. Este estava colocado de maneira que, ao abrir-se a porta, era logo visto; e era tão maravilhoso que parecia vivo, tão lindo, tão delicado que nada no mundo, se lhe podia comparar. O jovem rei notou que o fiel João passava sempre sem parar diante daquela única porta e, curiosamente, perguntou:

– E essa porta, por quê não abres nunca? – Não abro porque há lá dentro algo que te assustaria, – respondeu o criado. O jovem rei, porém, insistiu:

– Já visitei todo o castelo, agora quero saber o que há lá dentro. E foi-se encaminhando, decidido a forçar a porta. O fiel João deteve-o, suplicando:

– Prometi a teu pai, momentos antes de sua morte, que jamais verias o que lá se encontra, porque isso seria causa de grandes desventuras para ti e para mim. – Não, não, – replicou o jovem rei; – a minha desventura será ignorar o que há lá dentro, pois não mais terei sossego, enquanto não conseguir ver com meus próprios olhos. Não sairei daqui enquanto não abrires essa porta. Vendo que nada adiantava opor-se, o fiel João, com o coração apertado de angústia, procurou no grande molho a chave indicada. Tendo aberto a porta, entrou em primeiro lugar, pensando, assim, encobrir com seu corpo a tela, a fim de que o rei não a visse. Nada adiantou, porém, porque o rei, erguendo-se nas pontas dos pés, olhou por cima de seu ombro e conseguiu vê-la. Mal avistou o retrato da belíssima jovem, resplandecente de ouro e pedrarias, caiu por terra desmaiado. O fiel João precipitou-se logo e carregou-o para a cama, enquanto pensava, cheio de aflição: „A desgraça verificou-se; Senhor Deus, que acontecerá agora?“ Procurou reanimá-lo, dando-lhe uns goles de vinho, e assim que o rei recuperou os sentidos, suas primeiras palavras foram:

– Ah! De quem é aquele retrato maravilhoso? – Ê da princesa do Telhado de Ouro, – respondeu o fiel João. – Meu amor por ela, – acrescentou o rei, – é tão grande que, se todas as folhas das árvores fossem línguas, ainda não bastariam para exprimi-lo; arriscarei, sem hesitar, minha vida para conquistá-la; e tu, meu fidelíssimo João, deves ajudar-me. O pobre criado meditou, longamente, na maneira conveniente de agir; porquanto, era muito difícil chegar à presença da princesa. Após muito refletir, descobriu um meio que lhe pareceu bom e comunicou-o ao rei. – Tudo o que a circunda é de ouro: mesas, cadeiras, baixelas, copos, vasilhas, enfim, todos os utensílios de uso doméstico são de ouro. Em teu tesouro há cinco toneladas de ouro; reúne os ourives da corte e manda cinzelar esse ouro; que o transformem em toda espécie de vasos e objetos ornamentais: pássaros, feras e animais exóticos; isso agradará a princesa; apresentar-nos-emos a ela, oferecendo essas coisas todas, e tentaremos a sorte. O rei convocou todos os ourives e estes passaram a trabalhar dia e noite até aprontar aqueles esplêndidos objetos. Uma vez tudo pronto, foi carregado para um navio; o fiel João disfarçou-se em mercador e o rei teve de fazer o mesmo para não ser reconhecido. Em seguida zarparam, navegando longos dias até chegarem à cidade onde morava a princesa do Telhado de Ouro. O fiel João aconselhou o rei a que permanecesse no navio esperando
– Talvez eu traga comigo a princesa, – disse ele, – portanto, providencia para que tudo esteja em ordem; manda expor todos os objetos de ouro e adornar caprichosamente o navio. Juntou, depois, diversos objetos de ouro no avental, desceu à terra e dirigiu-se diretamente ao palácio real. Chegando ao pátio do palácio, avistou uma linda moça tirando água da fonte com dois baldes de ouro. Quando ela se voltou, carregando a água cristalina, deparou com o desconhecido; perguntou-lhe quem era. – Sou um mercador, – respondeu ele, abrindo o avental e mostrando o que trazia. – Ah! Que lindos objetos de ouro! – exclamou a moça. Descansou os baldes no chão e pôs-se a examiná-los um por um. – A princesa deve vê-los, – disse ela; – gosta tanto de objetos de ouro que, certamente, os comprará todos. Tomando-lhe a mão, conduziu-o até aos aposentos superiores, que eram os da princesa. Quando esta viu a esplêndida mercadoria, disse encantada:

– Está tudo tão bem cinzelado que desejo comprar todos os objetos. O fiel João, porém, disse-lhe:

– Eu sou apenas o criado de um rico mercador; o que tenho aqui nada é em comparação ao que meu amo tem no seu navio; o que de mais artístico e precioso se tenha já feito em ouro, ele tem lá. Ela pediu que lhe trouxessem tudo, mas o fiel João retrucou:

– Para isso seriam necessários muitos dias, tal a quantidade de objetos. Seriam necessárias também muitas salas para expô-los, e este palácio, parece-me, não tem espaço suficiente. Espicaçou-lhe, assim a curiosidade e o desejo; então ela concordou em ir até ao navio. – Leva-me, quero ver pessoal mente os tesouros que teu amo tem a bordo. Radiante de felicidade, o fiel João conduziu-a a bordo do navio e, quando o rei a viu achou que era ainda mais bela do que no retrato; seu coração ameaçava saltar-lhe do peito de tanto alegria. O rei recebeu-a e acompanhou-a ao interior do navio. O fiel João, porém, ficou junto ao timoneiro, ordenando-lhe que zarpasse depressa. – A toda vela, faça com que voe como um pássaro no ar, – dizia ele. Entretanto, o rei ia mostrando à princesa, um por um, os maravilhosos objetos de ouro: pratos, copos, vasilhas, pássaros, feras e monstros, exaltando-lhes as formas e o fino cinzelamento. Passaram, assim, muitas horas na contemplação daquelas obras de arte; em sua alegria ela nem sequer percebera que o navio estava navegando. Tendo examinado o último objeto, agradeceu ao mercador, dispondo-se a voltar para casa; mas, chegando ao tombadilho, viu que o navio corria a toda vela rumo ao mar alto, distante da costa. – Ah, – gritou apavorada, – enganaram-me! Fui raptada, estou à mercê de um vulgar mercador, prefiro morrer! O rei, então, pegando-lhe a mãozinha disse:

– Não sou um vulgar mercador; sou um rei de nascimento não inferior ao teu. Se usei de astúcia para te raptar, fi-lo por excesso de amor. Quando vi pela primeira vez teu retrato, a emoção prostrou-me desmaiado
Ouvindo essas palavras, a princesa do Telhado de Ouro sentiu-se confortada e de tal maneira seu coração se prendeu ao jovem, que consentiu em se tornar sua esposa. O navio continuava em mar alto e os noivos extasiavam-se a contemplar aqueles objetos todos; enquanto isso, o fiel João, sentado à proa, divertia-se a tocar o seu instrumento; viu, de repente, três corvos esvoaçando, que pousaram ao seu lado. Parou de tocar, a fim de ouvir o que grasnavam, pois tinha o dom de entender a sua linguagem. Um deles grasnou:

– Ei-lo que vai levando para casa a princesa do Telhado de Ouro. – Sim, – respondeu o segundo, – mas ela ainda não lhe pertence! – Pertence, sim, – replicou o terceiro, – ela está aqui no navio com ele. Então o primeiro corvo tornou a grasnar:

– Que adianta? Quando desembarcarem, sairá a seu encontro um cavalo alazão, o rei tentará montá-lo; se o conseguir, o cavalo fugirá com ele, alçando-se em voo pelo espaço, e nunca mais ele voltará a ver sua princesa. – E não há salvação? – perguntou o segundo corvo. – Sim, se um outro se lhe antecipar e montar rapidamente no cavalo; pegar o arcabuz que está no coldre e conseguir com o mesmo matar o cavalo; só assim o rei estará salvo. Mas quem é que está a par disso? Se, por acaso, alguém o soubesse e prevenisse o rei, suas pernas, dos pés aos joelhos, se transformariam em pedra, quando falasse. O segundo corvo falou:

– Eu sei mais coisas. Mesmo que matem o cavalo, o jovem rei não conservará a noiva, pois, ao chegarem ao castelo, encontrarão numa sala um manto nupcial que lhes parecerá tecido de ouro e prata, ao invés disso é tecido de enxofre e de pez. Se o rei o vestir, queimar-se-á até à medula dos ossos. O terceiro corvo perguntou:

– E não há salvação? – Oh, sim, – respondeu o segundo, – se alguém, tendo calçado luvas, agarrar depressa o manto e o atirar ao fogo para que se queime, o jovem rei estará salvo. Mas que adianta se ninguém sabe disso? E se o soubesse e prevenisse o rei, se transformaria em pedra desde os joelhos até o coração. O terceiro corvo, por sua vez, falou:

– Eu ainda sei mais: mesmo que queimem o manto, ainda assim o jovem rei não terá a noiva; pois, após as núpcias, quando começar o baile e a jovem rainha for dançar, ficará repentinamente pálida e cairá ao chão como morta. E se a alguém não a acudir depressa e não sugar três gotas de sangue de seu seio direito, cuspindo-o em seguida, ela morrerá. Mas se alguém souber disso e o revelar ao rei, ficará inteiramente de pedra desde a cabeça até às pontas dos pés. Finda esta conversa, os corvos levantaram voo e sumiram. O fiel João, que tudo ouvira e entendera, tornou- se, desde então, tristonho e taciturno. Se não contasse o que sabia ao seu amo, este iria de encontro à própria infelicidade; por outro lado, porém, se lhe revelasse tudo, seria a própria vida que sacrificaria. Por fim resolveu-se: „Devo salvar meu amo, mesmo que isso me custe a vida.“

Quando, portanto, desembarcaram, sucedeu exatamente o que havia predito o corvo: saiu-lhes ao encontro um belo cavalo alazão. – Muito bem, – exclamou o rei, – este cavalo me levará ao castelo, e fez menção de montá-lo. O fiel João, porém, antecipou-se-lhe, saltou na sela, tirou o arcabuz do coldre e, num instante, abateu o cavalo. Os outros acompanhantes do rei, que não simpatizavam com o fiel João, exclamaram indignados:

– Que absurdo! Matar um animal tão belo! Tão apropriado para levar nosso rei ao castelo! O rei, porém, interveio:

– Calem-se, deixem-no fazer o que achar conveniente; sendo o meu fidelíssimo João, deve ter motivos razoáveis para agir assim. Encaminharam-se todos para o castelo; na sala depararam com o lindo manto nupcial, que parecia tecido de ouro e prata, sobre uma salva. O jovem rei quis logo vesti-lo, mas o fiel João, com um gesto rápido, afastou-o e, de mãos enluvadas, agarrou o manto e o lançou ao fogo, que o consumiu imediatamente. Os acompanhantes do rei tomaram a protestar contra esse atrevimento:

– Vejam só! Ousa queimar até o manto nupcial do rei! Mas o rei tornou a interrompê-los:

– Calem-se! Deve haver um sério motivo para isso; deixem que faça o que deseja, ele é o meu fidelíssimo João. Tiveram início as bodas, com grandes festejos. Chegando a hora do baile, também a noiva quis dançar; o fiel João, atento às menores coisas, não deixava de observar-lhe o rosto; de súbito, viu-a empalidecer e cair por terra como morta. De um salto, aproximou-se dela, tomou-a nos braços e carregou-a para o quarto, reclinando-se em seu leito; ajoelhando-se ao lado da cama, sugou-lhe do seio direito três gotas de sangue e cuspiu-as. Com isso ela imediatamente recuperou os sentidos e voltou a respirar normalmente. O rei, porém, que a tudo assistia sem compreender as atitudes do fiel João, ficou furioso e ordenou:

– Prendam-no já! Levem-no para o cárcere. Na manhã seguinte, o fiel João foi julgado e condenado à morte. Levaram-no ao patíbulo, mas, no momento de ser executado, de pé sobre o estrado, resolveu falar. – Antes de morrer, todos os condenados têm direito de falar; terei eu também esse direito? – Sim, sim, – anuiu o rei. Então, o fiel João revelou a verdade. – Estou sendo injustamente condenado; sempre te fui fiel. E narrou, detalhadamente, a conversa dos corvos, que ouvira quando estavam a bordo, em alto mar. Fizera o que fizera só para salvar o rei, seu amo. Então, muito comovido, o rei exclamou:

– Oh, meu fidelíssimo João, perdoa-me! Perdoa-me! Soltem-no imediatamente. Porém, assim que acabara de pronunciar as últimas palavras, o fiel João caiu inanimado, transformado em uma estátua de pedra. A rainha e o rei entristeceram-se profundamente, e este último, em prantos, lamentava-se:

– Ah! Quão mal recompensei tamanha fidelidade! Deu ordens para que a estátua fosse colocada em seu próprio quarto, ao lado da cama. Cada vez que seu olhar caia sobre ela, desatava a chorar, lamuriando-se:

– Ah! Se me fosse possível restituir-te a vida, meu caro, meu fiel João! Decorrido algum tempo, a rainha deu à luz dois meninos gêmeos, os quais cresceram viçosos e bonitos e constituíam a sua maior alegria. Uma ocasião, enquanto a rainha se encontrava na igreja e os dois meninos brincavam junto do pai, este volveu-se entristecido para a estátua, suspirando:

– Se pudesse restituir-te a vida, meu fiel João! Então viu a pedra animar-se e falar. – Sim, – disse ela, – está em teu poder restituir- me a vida, a custa, porém do que te é mais caro. Assombrado com essa revelação, o rei exclamou:

– Por ti darei tudo o que me seja mais caro neste mundo! A pedra então continuou:

– Pois bem; se, com tuas próprias mãos, cortares a cabeça de teus dois filhinhos e me friccionares com seu sangue, eu recuperarei a vida. O rei ficou horrorizado à ideia de ter que matar seus filhos estremecidos; mas lembrou-se daquela fidelidade sem par que lhe dedicara o fiel João, a ponto de morrer para salvá-lo e não hesitou mais: sacou a espada e decepou a cabeça dos filhos. Depois friccionou com o sangue deles a estátua de pedra e esta logo se reanimou aparecendo-lhe vivo e são o seu fiel João. – A tua lealdade, – disse-lhe ele, – não pode ficar sem recompensa. Então, apanhando as cabeças dos meninos, recolocou-as sobre os troncos; untou-lhes o corte com sangue deles e, imediatamente, os garotos voltaram a saltar e a brincar como se nada houvesse acontecido. O rei ficou radiante de alegria; quando viu a rainha que vinha voltando da igreja, escondeu o fiel João e os meninos dentro de um armário. Assim que ela entrou, perguntou-lhe:

– Foste à igreja rezar? – Sim, respondeu ela, – mas não cessei de pensar no fiel João; por nossa causa foi ele tão desventurado! Então o rei insinuou:

– Minha querida mulher, nós poderíamos restituir-lhe a vida; mas a custa da vida de nossos filhinhos. Achas que devemos sacrificá-los? A rainha empalideceu, sentindo o sangue gelar-se-lhe nas veias; contudo animou-se e disse:

– Pela incomparável fidelidade que nos dedicou acho que devemos. Felicíssimo por ver que a rainha concordava com ele, o rei abriu o armário e fez sair as crianças e o fiel João. – Graças a Deus, – disse, – aqui está ele desencantado e temos também os nossos filhinhos. Depois contou-lhe, detalhadamente, o ocorrido. E, a partir cie então, viveram todos juntos, alegres e felizes, até o fim da vida.

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NúmeroKHM 6
Aarne-Thompson-Uther ÍndiceATU Typ 516
TraduçõesDE, EN, EL, DA, ES, FR, PT, FI, HU, IT, JA, NL, KO, PL, RU, TR, VI, ZH
Índice de legibilidade de acordo com Björnsson37.6
Flesch-Reading-Ease Índice30.8
Flesch–Kincaid Grade-Level12
Gunning Fog Índice16.1
Coleman–Liau Índice10.1
SMOG Índice12
Índice de legibilidade automatizado7.3
Número de Caracteres16.373
Número de Letras12.691
Número de Sentenças179
Número de Palavras2.885
Média de Palavras por frase16,12
Palavras com mais de 6 letras621
percentagem de palavras longas21.5%
Número de Sílabas5.444
Média de Sílabas por palavra1,89
Palavras com três sílabas701
Percentagem de palavras com três sílabas24.3%
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