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Comadre Morte
Grimm Märchen

Comadre Morte - Contos de fadas dos Irmãos Grimm

Tempo de leitura para crianças: 8 min

Houve um pobre homem que tinha doze filhos e precisava trabalhar, dia e noite, para dar-lhes apenas um bocado de pão. Quando nasceu o décimo terceiro, ele não sabia realmente o que fazer e, na sua aflição, saiu para a estrada a fim de convidar o primeiro que aparecesse para servir-lhe de padrinho. A primeira pessoa que encontrou foi o bom Deus. O bom Deus, que já sabia o que lhe pesava no coração, disse-lhe:

– Pobre homem, causas-me dó; vou batizar teu filho, cuidarei dele e o tornarei feliz neste mundo. – Quem és? – perguntou o homem. – Sou o bom Deus. – Então não te quero para meu compadre, – disse o homem, – tu dás aos ricos e deixas os pobres passando fome. Isso dizia o pobre homem, porque não sabia que sabiamente Deus distribui riqueza e pobreza. Deixou o Senhor e foi mais para diante. Então, aproximou-se-lhe o Diabo dizendo:

– Que procuras? Se me aceitas para padrinho de teu filho, dar-lhe-ei ouro às carradas e todos os deleites do mundo. O homem perguntou:

– Quem és tu? – Sou o Diabo. – Então não te quero para meu compadre, – disse o homem, – tu enganas os homens e os induzes à tentação. Continuou andando e logo, com as pernas ressequidas, veio-lhe ao encontro a Morte, dizendo:

– Aceita-me como tua comadre. – Quem és? – perguntou-lhe o homem. – Sou a Morte, que todos iguala. Então, o homem disse:

– Tu és a indicada, porque levas tanto o rico como o pobre sem distinção; serás pois a minha comadre. A Morte respondeu:

– Tornarei teu filho rico e célebre; quem me tem por amiga, tem o sucesso garantido. – Domingo próximo será o batizado, – disse o homem; – sê pontual. A Morte compareceu, pontualmente, conforme havia prometido e portou-se como uma madrinha às direitas. Quando o afilhado se tornou adulto, apareceu-lhe um belo dia a madrinha, convidando-o a segui-la. Conduziu-o à floresta e, mostrando-lhe uma erva que lá crescia, disse-lhe:

– Aqui tens teu presente de batizado. Vou fazer de ti um médico famoso. Quando fores chamado a atender algum enfermo, eu estarei todas as vezes lá; se me vires à cabeceira do doente podes declarar, francamente, que o curarás; dá-lhe depois um pouco dessa erva e ele ficará bom. Mas, se me vires aos pés da cama, ele pertence-me e tu tens de dizer que qualquer remédio é inútil, que nenhum médico deste mundo o salvará. Livra-te, porém, de usar a erva contra minha vontade: poderás arrepender-te! O jovem tornou-se o médico mais famoso do mundo. Bastava-lhe olhar para o doente e já sabia se ficaria bom ou se morreria. Assim falavam dele e o povo acorria de toda parte para que atendesse os doentes, e pagavam-lhe tão bem que logo enriqueceu. Aconteceu que, tendo adoecido o rei, chamaram o médico para saber se era possível curá-lo. Quando o médico se aproximou do leito, viu a Morte aos pés da cama; não havia erva alguma capaz de salvar aquele doente. „Ah, se pudesse, uma vez ao menos lograr a Morte! – pensou ele, – certamente se zangará, mas sou seu afilhado, por esta vez fechará os olhos! Vou arriscar! Pegou o doente e virou-o na cama, de modo que a Morte ficou do lado da cabeça. Depois deu-lhe a erva e o rei melhorou e logo ficou completamente bom. A Morto, porém, foi á casa do médico, zangada, e, com expressão sombria, ameaçou-o com o dedo, dizendo:

– Tu me lograste; por esta vez deixo passar porque és meu afilhado, mas, se ousares mais uma vez, agarro-te pela gola do casaco e levo-te comigo, ouviste? Decorrido algum tempo, adoeceu gravemente a princesa. Era filha única do rei e este chorava dia e noite até ficar cego; fez anunciar que quem a curasse casaria com ela e herdaria a coroa. O médico foi ver a doente e, lá chegando, viu a Morte aos pés da sua cama. Deveria ter-se lembrado da ameaça da madrinha, mas a grande beleza da filha do rei e a felicidade de tornar-se seu esposo o deslumbraram de tal maneira que não pensou em mais nada. Nem sequer via a Morte lançando-lhe olhares furibundos, erguendo a mão e ameaçando-o com o punho fechado, nada via. Ergueu a doente e deitou-a com a cabeça para o lado dos pés; depois deu-lhe a erva e logo as faces se lhe tingiram do mais belo rosado e recuperou a vida. Vendo-se defraudada pela segunda vez, a Morte, a grandes passos, foi ter com o médico, dizendo-lhe:

– Está tudo acabado para ti, agora é a tua vez. E, com sua mão gélida, agarrou-o tão duramente que ele não pôde resistir-lhe e foi conduzido a uma caverna subterrânea. Lá, viu milhares e milhares de círios enfileirados, ardendo: alguns grandes, outros médios, outros pequenos. A cada instante apagavam-se alguns, acendiam-se outros, de maneira que as chamas pareciam saltitar aqui e acolá num contínuo revezamento. – Vês, – disse a Morte, são as vidas dos homens: os mais altos pertencem às crianças, os médios aos casados e adultos e os pequenos aos velhos. Mas às vezes também as crianças e os jovens têm apenas um pequeno círio. – Deixa-me ver o meu, – disse o médico, esperando que estivesse ainda bastante grande. A Morte indicou-lhe um toquinho bruxuleante, que ameaçava apagar-se e disse:

– Olha, aqui está ele. – Ah, querida madrinha, – disse o médico apavorado, – acende-me outro! Faze-o por mim que sou teu afilhado, a fim de que possa gozar a vida. tornar-me rei e casar-me com a linda princesa! – Não posso, – disse a Morte; – é preciso que se apague um círio antes de acender outro. – Põe, então, o velho sobre um novo para que continue a arder mesmo depois de acabado o primeiro, – suplicou o médico. A Morte fingiu atender o seu pedido e apanhou um círio grande e novo; mas, querendo vingar-se, fez que juntava um ao outro e, propositalmente, atrapalhou-se; o toquinho caiu-lhe das mãos e apagou-se. No mesmo instante, o médico tombou morto: ele também caíra nas garras da Morte.

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Estatísticas de contos de fadas
Valor
NúmeroKHM 44
Aarne-Thompson-Uther ÍndiceATU Typ 332
Traduções english deutsch
Índice de legibilidade de acordo com Björnsson33.7
Flesch-Reading-Ease Índice37.8
Flesch–Kincaid Grade-Level11.6
Gunning Fog Índice15.4
Coleman–Liau Índice9
SMOG Índice12
Índice de legibilidade automatizado5.8
Número de Caracteres5.711
Número de Letras4.393
Número de Sentenças71
Número de Palavras1.042
Média de Palavras por frase14,68
Palavras com mais de 6 letras198
percentagem de palavras longas19%
Número de Sílabas1.899
Média de Sílabas por palavra1,82
Palavras com três sílabas249
Percentagem de palavras com três sílabas23.9%

Fontes de imagens: © Andrea Danti / Shutterstock

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