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Margarida, a espertalhona
Grimm Märchen

Margarida, a espertalhona - Contos de fadas dos Irmãos Grimm

Tempo de leitura para crianças: 6 min

Houve, uma vez, uma cozinheira chamada Margarida, a qual possuía um par de sapatos de saltos vermelhos. Quando saía a passear com os sapatos, virava de um lado e de outro, muito satisfeita, dizendo com seus botões: „És realmente uma moça bonita!“ E, quando regressava para casa, de tão contente, bebia um bom trago de vinho e, como o vinho desperta o apetite, ela provava dos melhores pratos até encher bem o estômago, dizendo: „A boa cozinheira deve saber que gosto tem a comida.“

Certo dia, disse-lhe o amo:

– Margarida, hoje virá um hóspede para o jantar; prepara da melhor maneira duas galinhas. – Está bem, Senhor, será feito; – respondeu Margarida. Matou as duas galinhas, depenou-as, limpou-as e, tendo-as temperado bem, pô-las para assar no espêto. As galinhas já estavam começando a dourar e a tostar, mas o hóspede não aparecia; então Margarida foi ter com o pa- tão e disse-lhe:

– Se a visita não vem, tenho de tirar as galinhas do fogo; mas é uma pena não as comer logo, enquanto estão no ponto. O patrão respondeu:

– Vou correndo chamar a visita. Assim que o patrão virou as costas, Margarida tirou do fogo os espetos com as galinhas e ia pensando:

– Ficar tanto tempo perto do fogo, faz a gente suar. e ficar com sêde; quem sabe lá quando chegam êles! Enquanto isso, dou um pulo até a adega e tomo um traguinho. Desceu depressa à adega e tomou um belo trago. – Deus te abençoe, Margarida! – disse consigo mesma – um gole chama outro e não é bom interromper. Assim pensando, bebeu mais alguns goles. Depois voltou para a cozinha, recolocou as galinhas no fogo, un-tando-as bem com manteiga e girando alegremente o espeto. Os assados desprendiam um aroma tão delicioso que ela pensou:

– Será que não está faltando alguma coisa? – Passou o dedo e lambeu-o exclamando: – Oh, como estão gostosas! E‘ realmente um pecado não as comer já. Foi até a janela para ver se o patrão e o convidado vinham chegando, mas não viu ninguém; voltou para perto dos assados. – Ah, esta asa está queimando, é melhor comê-la. Cortou a asa e comeu-a gostosamente; ao acabar de comer, pensou:

– E‘ preciso tirar a outra também, se não o patrão percebe que está faltando alguma coisa. Depois de ter comido as duas asas, voltou à janela a fim de ver se o patrão vinha chegando, mas não o viu. Então, ocorreu-lhe a idéia:

– Talvez nem venham! Quem sabe se não foram jantar em qualquer estalagem! Então, disse a si mesma:

– Vamos, Margarida, coragem; já começaste uma. Toma mais um golinho e acaba de comê-las de uma vez; assim ficarás sossegada; por quê se há de perder uma delícia destas? Desceu novamente à adega, tomou um gole respeitável e depois comeu a galinha inteirinha, com a maior satisfação. Tendo comido a primeira e não vendo o patrão aparecer, Margarida contemplou a segunda, murmurando:

– Aonde vai uma deve também ir a outra, pois devem fazer-se companhia; uma tem o mesmo direito que a outra. Acho que, se eu tomar mais um gole, não poderá me fazer mal. Tomou outro gole e mandou a segunda galinha fazer companhia à primeira. Quando estava no melhor da festa, chegou o patrão todo solene e anunciou:

– Depressa, Margarida; arruma tudo, a visita vem chegando. – Sim, senhor, já vou arrumar; – respondeu Margarida. O patrão foi para a sala ver se a mesa estava em ordem, pegou a faca de trinchar e pôs-se a afiá-la; nisso
chegou o hóspede, que bateu delicadamente à porta. Margarida correu para ver quem era, e, dando com êle parado diante da porta, colocou um dedo sôbre os lábios, dizendo cautelosamente:

– Psiu, psiu! Foge depressa, pois se meu patrão te pegar, pobre de ti. Êle te convidou para jantar mas sua intenção é cortar-te as duas orelhas. Ouve como está afiando a faca! O convidado, com efeito, ouviu o tinir da faca e, pensando que fôsse verdade, disparou numa corrida louca pela escada abaixo. Margarida, sem perder um minuto, correu para o patrão gritando:

– Que belo hóspede convidaste! – Por que dizes isso, Margarida? – Sim, – disse ela – furtou-me da travessa as duas galinhas, que ia pôr na mesa, e deitou a fugir. – Muito bonito! – disse o patrão, aflito por causa das galinhas. – Se ao menos me tivesse deixado uma, para ter o que comer! Pôs-se a gritar para que parasse, mas o convidado fingia não ouvir. Então saiu correndo atrás dele, com a faca na mão, gritando:

– Uma só pelo menos! uma só! – querendo dizer que lhe desse ao menos uma das galinhas e não levasse logo as duas; mas o convidado não compreendeu e pensou que ele estivesse reclamando uma orelha e corria cada vez mais, como se tivesse o fogo atrás de si, e tratou de pôr a salvo as preciosas orelhas.

Leia outro conto de fadas curto (5 min)

Informação para análise científica


Estatísticas de contos de fadas
Valor
NúmeroKHM 77
Aarne-Thompson-Uther ÍndiceATU Typ 1741
Traduções english deutsch
Índice de legibilidade de acordo com Björnsson31.5
Flesch-Reading-Ease Índice36.7
Flesch–Kincaid Grade-Level11.4
Gunning Fog Índice13.6
Coleman–Liau Índice9.7
SMOG Índice12
Índice de legibilidade automatizado5.6
Número de Caracteres4.604
Número de Letras3.543
Número de Sentenças62
Número de Palavras819
Média de Palavras por frase13,21
Palavras com mais de 6 letras150
percentagem de palavras longas18.3%
Número de Sílabas1.517
Média de Sílabas por palavra1,85
Palavras com três sílabas180
Percentagem de palavras com três sílabas22%

Fontes de imagens: © Andrea Danti / Shutterstock

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